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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

12
Set17

Ao Fechar a Porta [B. A. Paris]


O Informador

ao fechar a porta.jpg

Autor: B. A. Paris

Editora: Editorial Presença

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2017

Páginas: 264

ISBN: 978-972-23-6059-3

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Quem não conhece um casal como Jack e Grace? Ele é atraente e rico. Ela é encantadora e elegante. Ele é um hábil advogado que nunca perdeu um caso. Ela orienta de forma esmerada a casa onde vivem, e é muito dedicada à irmã com deficiência. Jack e Grace têm tudo para serem um casal feliz. Por mais que alguém resista, é impossível não se sentir atraído por eles. A paz e o conforto que a sua casa proporciona e os jantares requintados que oferecem encantam os amigos. Mas não é fácil estabelecer uma relação próxima com Grace... Ela e Jack são inseparáveis. Para uns, o amor entre eles é verdadeiro. Outros estranham Grace. Por que razão não atende o telefone e não sai à rua sozinha? Como pode ser tão magra, sendo tão talentosa na cozinha? Por que motivo as janelas dos quartos têm grades? Será aquele um casamento perfeito, ou tudo não passará de uma perfeita mentira?

Ao Fechar a Porta é um thriller brilhante e perturbador, profundamente arrebatador, que se tornou num autêntico fenómeno literário internacional com publicação em mais de 35 países. A não perder.

 

Opinião: No início da leitura de Ao Fechar a Porta fui convidado a conhecer o idílico casal Jack e Grace onde a perfeição de um casamento é descrita de forma tão genuína que até parece não dar para acreditar numa união sem pontos negativos. Num encontro com casais vizinhos e amigos, este par apresenta-se apaixonado num serão de amena cavaqueira onde para a companhia tudo parece mágico, mas que o leitor vai começando a ter noção de que algo errado existe na relação entre este casal.

Apaixonados perante os outros mas com uma presença um quanto suspeita através de gestos e sinais secretos, Jack e Grace sabem receber e aparentam o que afinal não são quando estão sozinhos dentro de quatro paredes. Convívio terminado e eis que as portas se fecham às visitas e o mundo encantado termina. Grace regressa ao seu quarto e Jack fica na sua vida de advogado ocupado que pouco tempo passa em casa e que no final de contas os convites que aceita perante os outros só são aceites para se poder criar uma verdadeira ilusão. 

Convivendo o leitor entre o presente e o passado deste casal, cedo percebemos que a vida de Grace não é de todo a que sonhou para si e para a sua irmã, portadora de síndrome de Down e que se encontra numa instituição de onde terá de sair assim que completar dezoito anos, o que estará para breve. E é através de Millie que existe o grande contraponto da nossa protagonista que não se pode deixar abater porque o futuro da sua irmã depende de si.

Jack faz o seu dia-a-dia como advogado de casos de violência doméstica e em casa mantém Grace bem afastada de uma vida normal, mantendo a mulher, que o ajuda a ter uma vida de aparências, trancada ao longo de dia sem comida e sem ter acesso à luz do dia, vivendo num quarto com os bens necessários para sobreviver e onde a comida escasseia e nem sempre é reposta. Uma prisioneira que num namoro rápido não sonhou sequer que assim que casasse a sua vida iria virar um inferno de que ninguém que está ao seu redor desconfia. 

O leitor acompanha do início ao fim o sofrimento de Grace e a busca para conseguir fugir de um criminoso disfarçado de cordeiro manso. O dia-a-dia trancada, as saídas pressionadas e com ameaças, a nuvem sobre um estado psíquico negativo que Jack revela aos mais próximos para que não existam desconfianças e o medo de colocar Millie, a sua irmã, a passar pelos mesmos problemas que enfrenta. Tudo é revelado e bem explicado num livro onde não encontrei falhas e que mostra que é bem possível uma pessoa viver prisioneira, aparecendo por vezes em situações repentinas para ser mostrada à sociedade mas sempre sob pressão de que se algo correr mal irá ficar ainda em pior estado do que até ao momento. 

Violência psicológica descrita com grande verosimilhança e credibilidade ao mesmo tempo que a luta pela sobrevivência e o escaque são descritos e puxam para que o leitor se prenda ao argumento e lute para que Grace consiga escapar da sua pequena prisão e possa viver a vida que sonhou onde a liberdade espera e os cuidados para com Millie são necessários. Mas como escapar de um assassino sem correr o risco de piorar toda a situação quando este pensa em todos os pormenores e antecipa os passos da sua massacrada prisioneira?

Chegar ao final é importante para que se percebam os detalhes da solução ou falta dela para esta dupla entre o bem e o mal e embora tenha previsto certas situações através dos detalhes que vão sendo deixados propositadamente pela autora sobre a forma como ambos se preparam para passar a perna ao outro, é no fim, quando tudo se desconstrói que percebemos que nem sempre as aparências conseguem enganar quem está ao redor e tenta também arranjar uma solução de forma indireta para se intrometer. 

Um thriller bastante forte e que conquista pela luta com que o leitor se deixa envolver para que o futuro sorria a uma mulher que não sofre de violência doméstica como os casos que o seu marido defende em tribunal mas consegue enfrentar outras dores tanto ou mais violentas em busca da verdade sobre si e para defender quem mais ama. 

Dentro do estilo não podemos dizer que é uma obra inovadora, mas é uma narrativa que prende pelas suas descrições e história corrida, sem encher mas com a perceção do que é necessário ser contado para que o leitor não perca em qualquer momento o entusiasmo por esta luta contra o tempo.

Um dos melhores lançamentos dos últimos tempos dentro da classe onde se classifica e que recomendo!

 

Leitura resultante da parceria com:

 

 

 

2 comentários

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    O Informador 12.09.2017 19:03

    Achei que por ir acompanhando de fora o que ia acontecendo que ganhei entusiasmo pela história para ver como a Grace conseguia escapar do ser que a mantinha como prisioneira. Acho que o revelar de partes que deram origem ao futuro ajudou-me a gostar da história.
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