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O Informador

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06
Set16

Faz-te ao Largo


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faz-te ao largo.jpg

Carlos Cabral escreveu, Rui de Matos encenou e Alberto Villar e Carlos Quintas protagonizam a peça Faz-te ao Largo que se encontra em cena no Teatro Armando Cortez de 1 a 18 de Setembro, numa curta temporada por Lisboa a anteceder a digressão nacional que já começa a ficar agendada.

Um grupo de amigos decidiu avançar com um projeto para dar visibilidade aos autores nacionais que tantas vezes são esquecidos pelo nosso teatro em detrimento da aquisição de textos de sucesso internacional. Assim nasceu a peça Faz-te ao Largo, através do esforço de pessoas que acreditam que o teatro em Portugal está vivo e há que dá valor ao que é feito por cá do início ao fim. 

Com um cenário simples, a pensar na digressão do espetáculo, e somente com dois atores em palco do início ao fim, esta comédia une dois antigos conhecidos de guerra num só espaço, um quarto alugado a uma senhoria que embora ausente também faça parte da história. 

O convívio e conhecimento de outros tempos dão o mote para que tudo se inicie quando Zorba e Anselmo se encontram pela primeira vez em Lisboa, várias décadas depois dos contactos anteriores. Se de início as coisas não correm bem, ao longo da sessão o público é convidado a assistir a bons momentos entre os dois mas também a várias quezílias, tudo devido à insistência de Zorba para a falcatrua em forma de burla que ao ser confrontado com os cuidados de Anselmo percebe que não conseguirá dar o golpe do baú a mais um, como tem feito ao longo da sua vida. Vários momentos de brincadeira, conversa e discussão são vividos em palco através dum reencontro após quarenta anos da estadia por uma ex-colónia portuguesa. 

Uma comédia da Jafes Produções com a ajuda da Yellow Star Company que viu assim a luz do dia e que convida o público a presenciar duas vidas tão distintas, a de Zorba que assim que vê algum dinheiro não resiste a esbanjar e a de Anselmo, o homem controlado nas contas e que não cai em armadilhas, mesmo de velhos conhecidos com olho para o engano. 

Estreado a 1 de Setembro, este espetáculo terá sempre uma particularidade em cada sessão que seja apresentada. Parte da sua receita reverterá para uma instituição de solidariedade da zona onde estiver a ser representada. Agora em Lisboa e depois por todo o país, Faz-te ao Largo é a comédia romântica que poderá ajudar o público a passar um serão agradável sem os grandes artifícios das produções mais caras que se fazem pelos nossos palcos. 

Um texto simples mas bem elaborado, com algumas pontes socialmente criticas e uma representação como só quem tem décadas de experiência de palco consegue, num espetáculo que vive também do improviso do momento, não tivesse assim o público avisado que o texto representado é livre e que poderá não seguir à risca o que está no papel. 

Faz-te ao Largo, uma comédia a não perder com Carlos Quintas e Alberto Villar!

Trata-se de uma Alta Comédia sentimental que, por ironia dos destinos, junta dois ex-residentes nas antigas Áfricas Portuguesas.

Um, que se chama Zorba, é um homem apaixonado pela música, mas que fez sempre toda a sua vida de esquemas. Ora, cravando uns, com alguns escudos, ora vivendo à conta de outrem, um “bon vivant”! Sempre chapa ganha, chapa gasta! E que foi para a África a cumprir o Serviço Militar.

O outro, um homem vindo da aldeia, que procurando melhores condições de vida, rumou também a África, mas este, com intenção de fazer a sua vida normal e regrada, com a mulher, que o acompanhou e, no seu dia-a-dia de empregado do “Café Continental”. É o Anselmo!

Ao fim de mais de 40 anos, encontram-se, numa bizarra situação, mais concretamente, num quarto de uma qualquer casa de um bairro de Lisboa.

O Anselmo, que o tinha alugado à dona da casa; e o outro que ainda estava a viver lá, de favor da mesma, mas com sentença marcada de poucos dias, só até ao final do mês!

Nessa situação, com nostalgia, com encontros, desencontros e recordações das “suas Áfricas”, com uma saudade aguda sempre presente, lá vão desfiando uma conversa por vezes cordial, por vezes azeda, mas que, esperamos resulte num espectáculo com algum humor, com ternura, com as ideias mirabolantes do Zorba, sempre contestadas pelo Anselmo, mas que ao fim leva, os dois, a ter uma grande esperança no amanhã! Despertar com uma nova esperança todos os dias!

Que esta história vos dê tanta satisfação, como Espectadores, como a nós Actores e Equipa Técnica nos tem dado a dar-lhe forma.

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