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O Informador

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60 anos recordados pela desigualdade

27
Nov18

nestum.jpg

A marca Nestum nasceu em 1958, estando a completar os seus 60 anos, data que está a ser celebrada com a implementação na embalagem da imagem original que foi lançada aquando dos primeiros anos de Nestum no mercado. Ao longo dos últimos anos, talvez por influência do avô que sempre apreciou estes cereais ao pequeno almoço, ter uma caixa de Nestum cá por casa é praticamente obrigatório e por estes dias reparei no apontamento sobre as figuras que estão na embalagem, onde as mulheres tratavam dos filhos e nem sinal de um homem a ajudar as crianças a tomarem a sua refeição.

Se olharmos bem, nem é preciso reparar assim tanto, na embalagem celebrativa é possível ver duas crianças a tomarem a sua refeição pela mão de duas mulheres. Com sessenta anos em cima seria normal existir a ideia de que só as mulheres davam comida e tratavam das crianças da casa na altura, mas agora isto não faz de todo sentido. Não é um pouco descabido terem recorrido a uma imagem destas para celebrarem, justamente numa altura em que as diferenças e o femininos estão tão na ordem do dia? Os direitos e deveres de um casal não são iguais? Décadas atrás tudo era visto de forma diferente e as coisas aconteciam desse mesmo modo, mas agora não, esta imagem é para assinalar uma data histórica da marca, no entanto vai contra a prática dos dias que correm, em que todos somos iguais e não são as mulheres que têm exclusivamente de ficar em casa a tratar da educação das crianças. 

Percebo a ideia que a marca teve em recorrer à imagem original como forma de celebrar a data, no entanto há que ter em atenção que os tempos mudaram, não existindo necessidade de mostrarem que a nossa sociedade já foi tão retrograda que muitos homens nunca mudaram uma fralda aos filhos, não lhes dando comida e muitas vezes deixando mesmo toda a parte educacional do lado da ala feminina da família. Poderíamos olhar para a imagem e revelar que estamos perante um casal homossexual a tratar dos seus filhos, mas todos sabemos que não é isso que acontece.

A Nestum foi assim mais uma marca que apoiava as diferenças entre homens e mulheres há seis décadas atrás e que hoje recorda a opção como forma de celebrar o sucesso e os seus tempos primórdios de sucesso e onde se tinha de apostar na imagem feminina a tratar gentilmente das crianças, uma vez que homens na cozinha a apoiarem a família era complicado. Pelos vistos nem existiam marcas familiares que tentassem mostrar que o contrário era possível e aqui está um exemplo disso mesmo, em que cada progenitor tinha as suas funções e não existiam misturas nem troca de funções. 

 

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7 comentários

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    O Coiso 29.11.2018

    Bom dia Cláudia. Gostava de te ter respondido ao comentário, mas aparentemente voltámos ao terceiro mundo não só nos posts, mas também na censura ao comentário.
    Às vezes, chama-se agressividade às coisas erradas. Mais agressivo que o meu comentário é o post em si, porque ele sim ofende. Ofende-me a mim e aparentemente ofende outras pessoas que tentam contrapôr que a ideia exposta é errada, mas depois levam com uma resposta autista. É o seguir cegamente um guião e nem sequer dar a hipótese de estar errado. 1+1 de repente passa a ser três na cabeça d'O Informador, só porque ele tem essa opinião. E o resto da malta é toda burra.
    Eu apenas expressei as palavras que toda a gente pensou. Fui honesto. E O Informador nem me deu uma resposta ou deixou a possibilidade de alguém debater comigo A MINHA OPINIÃO. Simplesmente apagou o comentário.
    Mais uma vez, é triste. Envergonha-me. Porque isto se passa no meu país, mas parece que estamos na Coreia do Norte.
    Coitado d'O Informador.
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    O Informador 29.11.2018

    O post não ofende ninguém, dá uma opinião, ao contrário do comentário que O Coiso publicou anteriormente que ofendia e por isso ter sido apagado sem sequer ter direito de resposta. Uma coisa é dar a sua opinião sem ofender, coisa que não acontecia com o que você publicou anteriormente. Se conseguir manifestar a sua opinião de forma civilizada perfeito, mas pelos vistos existem palavras e expressões bem assentes que surgem em todos os seus comentários.
    Já agora Obrigado pela sua opinião que é sempre bem-vinda, desde que seja feita sem ofender com palavreado grosseiro!
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    O Coiso 29.11.2018

    Vou remeter-te para o segundo parágrafo do meu comentário anterior.

    Este post ofende-me. Todo ele. E já agora, as tuas respostas aos comentários acima e abaixo também. Porque rebaixas os comentadores e reduzes uma marca (que nem sequer é a minha...) a um papel de má da fita que é despropositado, só porque não vês o mérito de uma imagem comemorativa. É uma celebração. Uma festa. Algo para recordar. Não para deitar abaixo "só porque tens uma opinião", por muito que te digam que 1+1 não é 3.
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    O Informador 29.11.2018

    Folgo em saber que estás sempre de acordo com os ideais da sociedade! Não discordar da maioria é bonito, mas ter opinião própria também o é. Se tenho uma opinião que não vai de encontro à tua não a posso expressar, é isso? Estás a expressar a tua opinião sobre este tema, ok, é aceite, mas se a minha é diferente tenho de o dizer.
    Já agora, no texto não estou a ofender ninguém porque tenho cuidado com as palavras, não as escrevendo em vão porque existem palavras que ofendem, tal como várias estavam presentes no comentário que foi eliminado por isso mesmo, palavras ofensivas e colocadas de forma gratuita.
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    O Coiso 29.11.2018

    Lamentavelmente, não é possível transmitir-te a mensagem. Vou tentar última vez.

    Estás a ver o teu post? Nele, estás a dizer que 1+1=3. Mas 1+1 não é 3... 1+1=2... Estás errado. Podes ter essa opinião as vezes que quiserres, a sociedade vai provar-te o contrário. Vai ser a tua professora de Matemática na primeira classe, vai ser a população quando disseres que tens três carros em casa, o teu e o da tua mulher, e vou ser eu se me tentares provar que 1+1 não são dois mas sim três. Claro que podes vir escrever as vezes todas que te apetecer que 1+1=3. Isso não vai fazer com que esteja certo. E claro que podes discordar de toda a sociedade, que são uns mauzões que andam a dizer que 1+1=2, quando tu tens a certezinha absoluta que 1+1=3. E aí novamente vais estar errado. Porque neste caso, a sociedade (esses malandros) é que têm a razão!
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    O Informador 29.11.2018

    Fica com a tua ideia que fico com a minha! Não podemos agradar a todos e não mudo de sentido quando acredito no que defendo!
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