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A Minha Irmã é Uma Serial Killer | Oyinkan Braithwaite

Quetzal Editores

a minha irmã é uma serial killer

Título: A Minha Irmã é Uma Serial Killer

Título Original: My Sister, the Serial Killer

Autor: Oyinkan Braithwaite

Editora: Quetzal Editores

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2021

Páginas: 240

ISBN: 978-989-722-636-6

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Neste breve, sinistro e cómico thriller, Korede — a irmã mais velha —, conta a história da sua irmã mais nova, Ayoola. Ou seja, a belíssima, super insinuante, super amada e desejada Ayoola. Ayoola é completamente fútil. Vive para dormir até tarde, para se vestir (e despir) e se maquilhar, para saltitar de festa em festa, arranjar namorados bonitos e ricos, traí-los — e matá-los. Nada que mereça, portanto, o amor e a devoção que todos lhe dedicam, em especial a irmã, que a ajuda sempre no encobrimento dos crimes. Embora assustada e contrariada, Korede acaba por apoiar e consolar Ayoola — e por limpar os locais do crime. Mas o seu horror aumenta quando Ayoola visita o hospital em que ela trabalha como enfermeira e conhece o simpático médico por quem Korede está apaixonada. O leitor está a ver o que pode acontecer, não está?

 

Opinião: A Minha Irmã é Uma Serial Killer só pelo nome atrai e com a capa portuguesa a remeter para os tons quentes e ao mesmo tempo de sangue, só de olhar este livro já chama. Depois ao ser a obra de estreia da sua autora, Oyinkan Braithwaite, que tem recebido boa crítica pelos países onde tem sido lançada, este livro chegou e assim que o comecei a ler logo percebi que seria dos bons, dos que ficam na memória e que conseguem ser lidos num ápice. 

Numa mistura entre o thriller, o policial e ao mesmo tempo o romance, A Minha Irmã é Uma Serial Killer tem tudo. Vive de um drama familiar partilhado por Korede, a irmã mais velha, que relata junto do leitor o seu dia-a-dia, dando maior destaque aos momentos em que é chamada pela sua irmã, Ayoola, para que a ajude a desenvencilhar-se de mais um corpo de um amante que acabou por morrer nas mãos desta assassina em série. Mostrando sem omissões os problemas que a irmã lhe trás, Korede revela tudo, o que faz para limpar o local do crime, os receios perante o futuro e a forma como a família sempre protegeu Ayoola. Tudo parecia pré combinado até que Ayoola se aproxima do homem que tem feito as delicias dos olhos de Korede, e a partir daqui o descontrolo entre protegido e protetor acaba por ganhar novos contornos porque é necessário proteger quem se ama mas ao mesmo tempo sem se poder revelar os segredos que envolvem esta dupla de irmãs nigerianas. Até que ponto consegue Korede proteger a irmã e mesmo a si própria, por sempre ter omitido tudo o que sabe, a favor do amor por um homem?

 

Com recurso a personagens vincadas e bem reais, perante cenários facilmente idealizados e com uma narrativa fluída contada de forma rápida e concisa, esta história consegue transformar o lado mau em bons momentos, onde não se consegue olhar para o crime como um facto praticado por um mensageiro do mal. O mal nesta narrativa é transformado por picos de ironia através da manipulação que através da personagem de Ayoola para com todos consegue justamente chegar ao leitor para o persuadir a não a interceptar como a grande vilã que é.

Uma questão que fica no ar... Conseguirias encobrir um familiar de vários crimes? Korede mostrou que é possível de forma bem racional, prática e se não fosse o amor, sem entraves. Um livro a ter em atenção, que recomendo, pela forma diversificadora como a história é contada.

 

Se ficaste curioso, encomenda já o teu exemplar de A Minha Irmã é Uma Serial Killer, de Oyinkan Braithwaite

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