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O Informador

A Última Coisa Que Ele Queria | Joan Didion

Cultura Editora

a última coisa que ele queria

Título: A Última Coisa Que Ele Queria

Título Original: The Last Thing He Wanted

Autor: Joan Didion

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2021

Páginas: 208

ISBN: 978-989-9039-92-6

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: A jornalista Elena McMahon desiste da campanha presidencial que estava a cobrir para o Washington Post para fazer um favor ao pai. O pai de Elena faz negócios. Ao longo da atuação como agente num desses negócios – um acordo que rapidamente corre mal de todas as maneiras possíveis – Elena dá por ela numa ilha das Antilhas onde o turismo foi substituído pelo tráfico de armas, espiões, operações militares secretas e assassinatos.

Uma história intrincada, acelerada e de leitura hipnótica e provocadora, que analisa de perto as atividades e conspirações do governo dos Estados Unidos durante a presidência de Ronald Reagan na América Central dos anos 80. 

Última Coisa Que Ele Queria é um thriller persuasivo nos detalhes empresariais e nos jogos de interesses, espantoso na exposição de ambiguidades políticas e absolutamente encantador na celebração do melhor estilo de Joan Didion. 

A aclamada autora de O Ano do Pensamento Mágico e Noites Azuis apresenta-nos a democracia através de um relato cru, frágil, negro e escondido, dependente de processos nos quais muitas mãos têm inevitavelmente de sujar-se. 

 

Opinião: Joan Didion é aclamada pela critica e não duvido do sucesso junto da maioria dos leitores que acompanham o seu trabalho, no entanto entre mim e a sua narrativa A Última Coisa Que Ele Queria não existiu qualquer ligação do início ao fim. Desde cedo que me senti perdido com esta leitura, tendo voltado atrás para perceber se me conseguia conduzir numa segunda leitura dos primeiros capítulos mas totalmente em vão.

Nesta história encontrei a jornalista Elena McMahon que desiste do seu percurso profissional para exercer relações públicas numa campanha eleitoral para apoiar o pai. Percebi esta premissa no entanto o seu desenvolvimento perante esquemas conturbados de ligações perigosas foi tão complicado que nunca me consegui encontrar com os caminhos seguidos por esta personagem central e muito menos com os restantes envolvidos, ficando maioritariamente perdido em cada novo capítulo ultrapassado.

De início percebi que a escolha perante a mudança por parte de Elena serve como uma tentativa de reaproximação para reconquistar os laços familiares com o pai, estando este em demência, no entanto a forma como a ação segue baralha tanto com a mistura de linguagem e o adensar da história que acabei por trocar por várias vezes personagens, passado e presente onde o poder e os conflitos de interesses reinam. Afinal, Elena sabia do real processo que o pai carregava consigo ou acaba por se ver envolvida num esquema perigoso e complexo?

Não posso dizer que a escrita de Joan Didion seja confusa porque até achei simples e direta, no entanto todas as movimentações numa história tão compacta acabaram por não me ajudar a situar em algum momento na ação para poder criar laços com o enredo e seguir a viagem. 

 

Se ficaste curioso, encomenda já o teu exemplar de A Última Coisa Que Ele Queria, de Joan Didion

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