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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

20
Out18

Anúncios enganadores

O Informador

anuncios emprego.jpg

Quem já andou à procura de novo emprego, de certo que já terá reparado que muitos dos anúncios que aparecem nas diversas plataformas de busca indicam mais do que na verdade a oferta tem à disposição. Existem empresas que ainda conseguem anunciar uma coisa e no momento da entrevista apresentam uma outra bem diferente da que divulgam pelos sites de emprego e redes sociais.

Há dias inscrevi-me, via email, numa proposta que encontrei numa página de Facebook dedicada à publicação de anúncios de emprego. Nem cinco minutos passaram até que recebi uma chamada de quem publicou o dito anúncio a querer marcar entrevista e logo perguntei se as funções seriam as que eram mencionadas e se seria para trabalhar para a própria empresa. Era uma empresa de trabalho temporário, no entanto o anúncio dava indicações que seria para integrar a equipa da dita empresa e não para trabalhar através deles para os seus clientes. Questionei a situação na chamada que me foi feita e confirmaram que tinha percebido bem. Entrevista marcada para a semana seguinte. 

No dia da entrevista, cheguei uns minutos mais cedo, como sempre, porque chegar na hora exata não é comigo. Já lá estava uma jovem candidata em espera. Conversamos um pouco antes de ser chamada e como as paredes de certos gabinetes são feitas para poderem ser desmontadas a qualquer momento, ouvi alto e bom som toda a entrevista e logo pensei que tinha duas opções. Ou a minha entrevista seria diferente da dela ou então seria mais um engano entre anúncio e realidade. Quando a entrevista da jovem terminou fiquei em espera um pouco para ficaram em reunião por uns minutos e deu para falar com a candidata que logo me disse que não tinha sido aquilo que estava no anúncio a que respondeu e que não iria aceitar.

A porta volta a abrir-se e começa a minha entrevista. Tudo a correr bem, fazendo que não sabia o que viria a seguir. Até que quando começam a levar a questão para a função logo pergunto se seria para o mesmo que a candidata anterior porque infelizmente tinha sido obrigado a ouvir. Disseram-me que sim e a resposta seguiu com um «não foi isso que estava anunciado e que me confirmaram ao telefone», tendo sido uma das minhas entrevistadoras a ligar, por sinal. Expliquei a razão de não aceitar a proposta e de nem pensar nela sequer e a entrevista terminou nesse exato momento.

As empresas de trabalho temporário acham mesmo que é por tentarem atrair as pessoas para funções que não são as reais que conseguem alguma coisa? Existe sempre quem caia, mas e aqueles ordenados irreais durante meses que dizem ser de formação? Pode ser legal mas é uma vergonha o que ouvi sobre uns 300,00€ que a rapariga ia receber nos primeiros dois meses até começar a poder receber comissões que mesmo assim não eram garantidas.  

Primeiro quando nos candidatamos não era para as funções que indicavam e depois quem acha que alguém vive com 300,00€ por mês quando tem de ir trabalhar, gastar em deslocações, alimentação e outros gastos? Será que não existe alguma entidade, a Deco, que faça um aperto maior aos anúncios de emprego que andam por ai e que na verdade só podem ser apelidados por enganadores do principio ao fim?!

O anúncio não tinha mesmo nada a indicar o que nos foi apresentado na entrevista, bem pelo contrário. Só assim conseguem levar as pessoas a certas entrevistas, porque para certos trabalhos só mesmo enganando para depois tentarem dar a volta de forma pessoal e através do contacto frente-a-frente. 

8 Comentários

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    O Informador

    20.10.18

    Cunhas, isso é a verdade! Muitos vezes nem anúncios são feitos para vagas porque preferem colocar o primo ou amigo de alguém que pode não perceber nada sobre o que vai fazer do que entrevistarem pessoas que já estejam dentro da área. Conhecimentos a se imporem. Há uns dias concorri a um anúncio que tinha sido colocado há horas, tentei pela dita cunha de amigos de amigos e o lugar já tinha sido ocupado por outra cunha que se antecipou. Nos dois empregos que tive entrei por mim, mas tal como disseste, nota-se cada vez mais o empurrar de quem se conhece para os lugares vagos.
    E depois estes anúncios que prometem uma coisa e na realidade são outra então...
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    Tudo Mesmo

    20.10.18

    E, agora sendo brincalhona com o tema, que não é de levar de ânimo leve, mas sempre me arrependi de não ter enveredado pela política, embora tenha sido aconselhada a fazê-lo. Neste momento, teria um belo de um emprego num governo português. Da maneira que eles "rodam" até nem sei se não vou a tempo! Quem sabe?
    Não me importava absolutamente nada! Deve ser um trabalho horrível de se fazer :-)
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    O Informador

    20.10.18

    Já que tocas na parte de Governo, nesse campo e falando dos serviços sociais através do Centro de Emprego o apoio é quase nulo. Anúncios de emprego não existem quase, quando comparados com os de sites com anúncios de emprego, como o do Sapo, por exemplo. As empresas não recorrem ao Centro de Emprego para procurarem novos funcionários porque? Uma questão que me faz alguma confusão!
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    Tudo Mesmo

    20.10.18

    O apoio é mesmo quase nulo, por parte do Centro de Emprego. Se estiveres à espera, bem o podes fazer.
    A questão do "Trabalho" e não "Emprego", à semelhança de outros temas bem importantes para o comum dos "Mortais Portugueses" é vista por mim desta forma:
    Recuando alguns anos no tempo, na altura do 25 Abril, lembro-me de ter tido colegas cujos pais emigraram para a Austrália porque o país estava receptivo a mão-de-obra, especialmente porque tinham falta de Mulheres. E ainda lá estão. Em Portugal, há um misto de falta de "Trabalho" com baixos vencimentos, Empregadores que querem "galinha gorda" por pouco dinheiro e Empregados que não querem trabalhar.
    É um pouco como os namorados.
    Anda tudo desencontrado!
    Enquanto as Empresas não começarem a pagar pelo valor real do Empregado, não há solução à vista.
    As "cunhas", os "amigos", os "favorecimentos" sempre existiram, mas actualmente chegámos a um ponto em que só mesmo assim se arranja trabalho. Não se valorizam as competências e as experiências.
    O caso ainda ainda é mais agravante nas mulheres! A mini-saia (embora actualmente se use a saia mais longa) e o decote ainda pesa muito nas entrevistas!
    Há uns anos os americanos passaram pela fase que temos, ou seja, os "acabados das faculdades" é que são a lufada de ar fresco nas Empresas. Deram-se mal. A experiência mostrou que muitas empresas tiveram problemas porque deixaram sair os que tinham o "saber". Voltaram a fazer o que deviam ter continuado: manter as pessoas experientes e transmitir esse valor aos recém-chegados!
    Em Portugal, estamos na fase da "lufada de ar fresco"... e como andamos sempre a reboque das novidades externas, talvez daqui a uns anos seja melhor.
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    O Informador

    20.10.18

    Neste momento o que sinto é que muitas Empresas querem números agora e não se preocupam com o Amanhã. Agora alguém entra para tentar render mas com o tempo percebem que a solução não foi a melhor. Na empresa onde estava sai e ficaram duas pessoas a fazerem o que eu fazia. Uma não se aguentou duas semanas e desapareceu. A outra ficou mas insistiram com outra novata que também não se aguentou. Valeu a pena não me terem aumentado como estava combinado para depois me ligarem um mês depois para regressar com outro ordenado? Não valeu a pena ao que parece mas regressar com melhores condições para uma empresa que não cumpriu com as promessas também não volto.
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    Tudo Mesmo

    20.10.18

    A tua situação é a que existe em grande parte dos trabalhadores mais experientes, que desempenham as funções de "olhos fechados". Claro que se entrar uma "Chefia", que tem que apresentar resultados, elimina o posto de trabalho e dá um resultado inerente ao que te aconteceu. Tens razão que quando uma empresa tem uma tomada de posição como a que te aconteceu não merece confiança, de todo. No entanto, permite-me uma sugestão: Porque não voltar e continuar a procurar no mercado de trabalho? Ninguém te pode proibir.
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    O Informador

    20.10.18

    Antes de sair avisei e a justificação foi que não podiam aumentar como tinham prometido. Não aumentaram minguem com a mudança de ano. A desculpa foi porque tinham investido em novas empresas para o grupo em poucos meses. Que culpa têm os funcionários que já estavam no grupo de a direção querer comprar novas empresas para terem ainda mais lucro? Sempre fizemos o nosso trabalho, tinham combinado uma situação que não cumpriram, falei, voltei a questionar, deram-me sim mais trabalho para o qual não tinha sido contratado, e quando disse que chegava falaram em aumento. Nesse momento já era tarde porque em termos psicológicos cansei e até as pessoas já me irritavam por estar cansado de tudo, de lá estar dia após dia e perceber que ninguém iria ver as promessas de quem estava acima a serem cumpridas.
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