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As Gravações de Ted Bundy | Netflix

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"Conversas com um Assassino: As Gravações de Ted Bundy" dá-nos pela primeira vez um vislumbre da mente distorcida do infame assassino em série Ted Bundy através de entrevistas exclusivas absolutamente aterradoras do "Jack, o Estripador" americano. Esta série documental única e cativante analisa o homem cuja personalidade, elegância e estatuto social desafiaram o estereótipo do assassino em série e lhe permitiram esconder-se à vista de todos durante o período em que cometeu o assassinato de cariz sexual de mais de 30 mulheres, antes de ser detido em 1978. Durante o julgamento, Bundy foi alvo de uma adoração extraordinária por parte das mulheres americanas, o que tornou estes crimes macabros ainda mais perturbadores, mesmo numa época confusa em que nada parecia chocar o público.

Conversas com um Assassino: As Gravações de Ted Bundy ficou disponível na plataforma Netflix no passado dia 24 de Janeiro e o trailer apareceu-me pela frente. Vi as imagens de apresentação sabendo que este tipo de documentários não fazem o género de produtos que gosto de ver, no entanto algo me fez ficar convencido que valia a pena dar a oportunidade para assistir a estes quatro episódios e assim o fiz. 

A série conta a história de Ted Bundy, um serial killer dos Estados Unidos que violou e assassinou pelo menos trinta mulheres a partir da década de 70, não existindo um número exato devido aos casos que não ficaram conhecidos. Aproximando-se das vítimas pelas mais diversas situações e com um ar bem posto, Ted Bundy conseguiu enganar, entrar em casa das vítimas e levar os seus crimes em diante durante anos, tendo sido apanhado em alguns estados e voltando a fugir para voltar a cometer os crimes que tardou em assumir. 

Esta série documental que se baseia num dos casos mais badalados da época e que fez grandes chamadas de capa pela imprensa, lembra assim como tudo aconteceu através de gravações de áudio realizadas quando Ted Bundy já se encontrava no corredor da morte e resolveu conversar sobre como tudo foi acontecendo, dos crimes às manobras de diversão que criou para com as autoridades e tribunal para arrastar todo o processo que se tornou demorado e só terminou em 1989 quando a sua morte aconteceu na cadeira elétrica, para rejubilo de grande parte da sociedade norte-americana que acompanhou todo o processo. 

Esta é daquelas séries documentais que vai muito para além das gravações deixadas por Ted Bundy nos seus últimos tempos enquanto aguardava pelo seu final. Recorrendo a depoimentos dos inspetores da altura e de jornalistas e psicólogos que acompanharam o caso de perto, tal como de advogados e amigos de Ted, esta série prende quem se deixa enfrentar por estes crimes hediondos tão bem demonstrados neste trabalho do realizador Joe Berlinger.

Vi os quatro episódios de forma rápida não acreditanto de início que estava perante uma série documental onde o que foi relatado aconteceu mesmo, de forma macabra e tendo o seu protagonista bastante sangue frio para matar e voltar a fazê-lo de forma repetida e ainda se defender a si próprio em tribunal e de forma bastante inteligente para ir adiando as sentenças finais que os vários estados dos EUA lhe foram dando como a sentença de morte.

Uma série para ver numa tarde de pausa e que revela a forma sobre a qual algumas pessoas se conseguem transformar do ser aparentemente perfeito e inteligente no humano mais perigoso e perverso do mundo. 

Atenção que se forem mais sensíveis não vejam Conversas com um Assassino: As Gravações de Ted Bundy sozinhos. Eu vi e não morri, mas não me acho assim tão sensível para ficar com receio de que algo do género aconteça pelas minhas proximidades. 

 

10 Comentários

  • O Ted Bundy teve mesmo uma namorada, com quem casou já nos seus últimos anos de vida e com quem teve um filho. As mulheres estavam dos dois lados da barricada neste caso, umas odiavam e repudiavam como seria normal, outras admiravam Ted.
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    Sofia

    30.01.19

    As que admiravam deviam ser um caso de estudo!
  • Existem mulheres que têm o espírito do «quanto mais me bates mais eu gosto de ti». Infelizmente é nesta sociedade em que vivemos ainda.
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    Sofia

    30.01.19

    Eu não sou esse tipo de mulher! A partir do momento que um casal perde esse tipo de respeito é cada um para seu lado.
  • Estava a falar mais para além disso, indo um pouco mais longe por perceber que existem mulheres que justamente procuram a aproximação a homens agressivos.
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    Sofia

    30.01.19

    Eu percebi! Sendo mulher, não consigo perceber...
  • Acho que ninguém consegue perceber.
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    Sofia

    30.01.19

    Há mulheres com mentalidade antiga! Por exemplo tem que aguentar tudo no casamento, ser miseravelmente infeliz toda a vida, porque o divórcio não é opção. O que diriam as outras pessoas? Que vergonha! Etc...
  • Nas novas gerações esse pensamento já não existe tanto, mas ao mesmo tempo existem dados e é sabido que os jovens olham para as agressões no namoro como algo natural e que acham que têm de viver com isso para ficar com o suposto «grande amor» do seu lado.
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