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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Cyrano de Bergerac

02
Mar15

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No serão de Sábado fui até ao Teatro Nacional D. Maria II para assistir ao tão bem comentado espetáculo protagonizado por Diogo Infante, Cyrano de Bergerac. O que poderei dizer? Coisas boas e más, como quase sempre!

Antes de mais quero destacar pela negativa as péssimas condições da sala teatral, com os lugares bem apertados e com o espaço ideal para os nossos antepassados, não estando nada preparada para receber pessoas dos dias de hoje, altas e com pernas maiores que as gerações de há cem anos. Depois da sala poderei então falar desta produção que tem mantido lotação esgotada desde a sua estreia!

Com um elenco numeroso mas com vários rostos desconhecidos do grande público, Cyrano de Bergerac conta com a interpretação exemplar do seu protagonista que raramente sai de cena, estando ao longo de quase três horas sempre em palco com várias cenas onde personagens saem e entram dando o revirar da acção numa história de amor e guerra. A paixão, o poeta, a filosofia e a religião em tempo de luta pelo bem são os pratos fortes desta produção com uma qualidade cenográfica única, com um décor sempre em movimento com passagens acima do que é normal ser feito pelo nosso país. As personagens circulam por vários cenários exemplarmente bem conseguidos, o que aliado à música e aos figurinos conseguem fazer desta peça a melhor a que já assiste pela sala nos últimos anos. Não posso dizer que tenha adorado, não, nada disso, isto por no início me sentir meio perdido pela história, no entanto na segunda parte consegui apanhar o enredo e perceber as personagens que entretanto evoluíram dentro da acção ao longo do tempo. 

Cyrano de Bergerac é daquelas personagens que só aparecem uma vez na vida de um ator e que Diogo Infante, mestre da representação, agarrou na perfeição com todo o profissionalismo que sempre tem mostrado ao longo da sua carreira! Sem dúvida que este espetáculo tem um rosto que se destaca entre tantos outros, principalmente do elenco feminino que consegue admiravelmente ficar atrás dos rostos masculinos, mostrando que o casting não foi equivalente para os dois lados. 

Gostei mas podia ser melhor! No entanto dentro do estilo bem impresso do Teatro Nacional D. Maria II é o normal, seguindo a mesma linha dos espetáculos anteriores, com tudo estudado e elaborado ao pormenor para mostrar a veracidade do que é representado num cenário deveras bem conseguido!

Um apaixonado poeta. Um perspicaz dramaturgo. Um exímio espadachim. Um bravo soldado. Um grande filósofo. Um profundo estudioso da Física, Matemática e Astronomia. Cyrano de Bergerac possui qualidades incomuns, porém encobertas pelo aspeto físico, onde o nariz avantajado é motivo de frustração. Na França do século XVII, Cyrano sofre por amar intensamente sua prima, Roxanne, jovem, bela, emotiva, que tem como ideal de homem a beleza e o espírito. Ao conhecer Christian, Roxanne apaixona-se por ele, mas este é tímido e não consegue manter uma relação normal com uma mulher. É então que Cyrano ajuda Christian, escrevendo-lhe longas e belas cartas de amor que vão tornar ainda maior a paixão de Roxanne por Christian.

Esta é uma comédia heróica que exalta sentimentos nobres como o amor e a capacidade de renúncia. Escrita em 1897 por Edmond Rostand, baseada na vida de Cyrano de Bergerac, escritor francês, esta peça é considerada o último grande mito do teatro romântico francês. Na senda aberta por Ruy Blas, de Victor Hugo, e por Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, Rostand criou com Cyrano de Bergerac uma peça única da dramaturgia, escrita em forma de poema.

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