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Insónias matinais

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Voltei de férias a semana passada e desde então que ando com um problema matinal de insónias. Acordo bem antes da hora desejada, do nada, sem qualquer barulho por perto e sem razão aparente para tal acontecer. Certo é que este comportamento inconsciente acaba por me deixar incomodado logo de manhã por perceber que podia descansar, a dormir, mais tempo, e a mente não deixa. 

A hora de deitar tem sido a mesma dos últimos meses, pouco depois da meia noite, uns dias esticando um pouco esse horário, mas anda tudo dentro do normal. Na manhã é que as coisas se alteraram por estes dias e já parece começar a ser rotina. Uma hora antes do despertador as pálpebras ganham vida própria, abrem-se e a visão torna claro o dia que está prestes a nascer. Por mais que sinta que estou acordado e tente manter de olhos fechados não aguento e a tentação de espreitar o relógio surge, ficando nesse momento um pouco desorientado por perceber que tinha ainda tanto tempo para dormir e já estou acordado e sem qualquer ponta de sono. A razão? Não a descobri ainda!

Com isto ando a dormir entre cinco e seis horas por dia, não mais que isso, passando as horas acordado a abrir a boca com sono e parecendo meio cansado. O que fazer para alterar esta nova rotina de insónias matinais que me acordam para não mais deixarem adormecer até o despertador tocar?

Bebo chá para acalmar a mente antes de adormecer, não tenho ingerido alimentos desaconselháveis pelos últimos momentos antes de deitar. As últimas horas da noite acordado são passadas na cama a ler e a assistir um pouco de televisão, tudo dentro do normal. Como tal e porque não consigo perceber este estado, vou mantendo-me assim, a acordar cedo sem erguer e a deitar tarde a temer que pela manhã as insónias regressem. 

 

3 Comentários

  • Bem-vindo Joaquim! Antes demais Obrigado pelo seu comentário e por me ajudar a perceber que o posso de certa forma ajudar. A insónia matinal de que sofri e por vezes ainda surge, muito nos períodos após férias e pausas forçadas onde a rotina foge do seu habitual, acaba por aparecer do nada, mas acaba também por quando me deixo esquecer da mesma voltar a sair da minha vida. Isto acontece tal e qual com o a ordad de noite com a necessidade de ir ao wc. Se hoje acordo, amanhã tendencialmente irei voltar a acordar e por aí consecutivamente, até que chega o momento em que acabo por esquecer essa rotina que dispenso quando adormeço e a mesma desaparece da minha vida. Estive quatro meses, decido à pandemia, em casa e com isso alterei os meus horários, o que fez com que quando voltei à rotina estivesse descontrolado e não consegui atingir as horas de sono pretendidas, deitando no horário habitual mas acordando mais cedo e com alguma ansiedade porque tudo ia entrar num novo recomeço com novos cuidados e procedimentos. Ou seja, a mudança e algum nervosismo de ansiedade podem não ajudar a deitar para trás o acordo cedo sem necessidade. Tente deixar o que o possa atormentar para as horas diárias, exponha os temas que o atormentam para que consiga das andar em melhores condições.
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    Anónimo

    29.07.20

    Boa noite Ricardo,
    Agradeço imenso a sua resposta, esta insónia que me aflige começou numa má fase e assim se prolonga afectando várias dimensões da minha vida. Talvez não tenha ajudado o facto de durante um certo período (uns poucos meses antes da insónia matinal iniciar) ter tentado diferentes abordagens de sono, como dormir menos à noite (dormia menos propositadamente) e fazer sesta à tarde. Nem me importava de viver assim, com sono bifásico mas neste momento é algo que não posso adequar à minha vida. Tenho 34 anos e só no último ano é que o meu corpo "desaparendeu" a dormir tudo o que precisa. Ainda por cima começou pouco antes de iniciar um trabalho em que não tenho um horário sempre fixo, embora não trabalhe durante a noite (isso seria catastrófico) penso que ter um horário sempre fixo de trabalho e, consequentemente, de refeições, ajudaria a regular o organismo e a eliminar a insónia matinal. Houve outras fases da minha vida em que tive períodos de sono bastante estranhos e o meu corpo sabia sempre que a noite, depois de adormecer, era para dormir o máximo possível. Eu até desligava o despertador e voltava a dormir sem dar por isso. Estou a pensar seguir um método da Terapia Cognitivo-Comportamental para insónia, em que restrinjamos o tempo de sono (assim já acordaria com o despertador) e aos poucos vamos aumentando esse tempo, reprogramando assim o organismo, e evitando ao máximo qualquer sesta. Quando aconselha que eu exponha os temas que me atormentam, refere-se a desabafar com amigos? Mais uma vez agradeço a sua resposta Ricardo, é sempre muito reconfortante trocar impressões com pessoas que passam ou passaram por situações semelhantes. Cumprimentos, Joaquim
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