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Insónias matinais

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Voltei de férias a semana passada e desde então que ando com um problema matinal de insónias. Acordo bem antes da hora desejada, do nada, sem qualquer barulho por perto e sem razão aparente para tal acontecer. Certo é que este comportamento inconsciente acaba por me deixar incomodado logo de manhã por perceber que podia descansar, a dormir, mais tempo, e a mente não deixa. 

A hora de deitar tem sido a mesma dos últimos meses, pouco depois da meia noite, uns dias esticando um pouco esse horário, mas anda tudo dentro do normal. Na manhã é que as coisas se alteraram por estes dias e já parece começar a ser rotina. Uma hora antes do despertador as pálpebras ganham vida própria, abrem-se e a visão torna claro o dia que está prestes a nascer. Por mais que sinta que estou acordado e tente manter de olhos fechados não aguento e a tentação de espreitar o relógio surge, ficando nesse momento um pouco desorientado por perceber que tinha ainda tanto tempo para dormir e já estou acordado e sem qualquer ponta de sono. A razão? Não a descobri ainda!

Com isto ando a dormir entre cinco e seis horas por dia, não mais que isso, passando as horas acordado a abrir a boca com sono e parecendo meio cansado. O que fazer para alterar esta nova rotina de insónias matinais que me acordam para não mais deixarem adormecer até o despertador tocar?

Bebo chá para acalmar a mente antes de adormecer, não tenho ingerido alimentos desaconselháveis pelos últimos momentos antes de deitar. As últimas horas da noite acordado são passadas na cama a ler e a assistir um pouco de televisão, tudo dentro do normal. Como tal e porque não consigo perceber este estado, vou mantendo-me assim, a acordar cedo sem erguer e a deitar tarde a temer que pela manhã as insónias regressem. 

 

4 Comentários

  • Bem-vindo Joaquim! Antes demais Obrigado pelo seu comentário e por me ajudar a perceber que o posso de certa forma ajudar. A insónia matinal de que sofri e por vezes ainda surge, muito nos períodos após férias e pausas forçadas onde a rotina foge do seu habitual, acaba por aparecer do nada, mas acaba também por quando me deixo esquecer da mesma voltar a sair da minha vida. Isto acontece tal e qual com o a ordad de noite com a necessidade de ir ao wc. Se hoje acordo, amanhã tendencialmente irei voltar a acordar e por aí consecutivamente, até que chega o momento em que acabo por esquecer essa rotina que dispenso quando adormeço e a mesma desaparece da minha vida. Estive quatro meses, decido à pandemia, em casa e com isso alterei os meus horários, o que fez com que quando voltei à rotina estivesse descontrolado e não consegui atingir as horas de sono pretendidas, deitando no horário habitual mas acordando mais cedo e com alguma ansiedade porque tudo ia entrar num novo recomeço com novos cuidados e procedimentos. Ou seja, a mudança e algum nervosismo de ansiedade podem não ajudar a deitar para trás o acordo cedo sem necessidade. Tente deixar o que o possa atormentar para as horas diárias, exponha os temas que o atormentam para que consiga das andar em melhores condições.
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    Anónimo

    29.07.20

    Boa noite Ricardo,
    Agradeço imenso a sua resposta, esta insónia que me aflige começou numa má fase e assim se prolonga afectando várias dimensões da minha vida. Talvez não tenha ajudado o facto de durante um certo período (uns poucos meses antes da insónia matinal iniciar) ter tentado diferentes abordagens de sono, como dormir menos à noite (dormia menos propositadamente) e fazer sesta à tarde. Nem me importava de viver assim, com sono bifásico mas neste momento é algo que não posso adequar à minha vida. Tenho 34 anos e só no último ano é que o meu corpo "desaparendeu" a dormir tudo o que precisa. Ainda por cima começou pouco antes de iniciar um trabalho em que não tenho um horário sempre fixo, embora não trabalhe durante a noite (isso seria catastrófico) penso que ter um horário sempre fixo de trabalho e, consequentemente, de refeições, ajudaria a regular o organismo e a eliminar a insónia matinal. Houve outras fases da minha vida em que tive períodos de sono bastante estranhos e o meu corpo sabia sempre que a noite, depois de adormecer, era para dormir o máximo possível. Eu até desligava o despertador e voltava a dormir sem dar por isso. Estou a pensar seguir um método da Terapia Cognitivo-Comportamental para insónia, em que restrinjamos o tempo de sono (assim já acordaria com o despertador) e aos poucos vamos aumentando esse tempo, reprogramando assim o organismo, e evitando ao máximo qualquer sesta. Quando aconselha que eu exponha os temas que me atormentam, refere-se a desabafar com amigos? Mais uma vez agradeço a sua resposta Ricardo, é sempre muito reconfortante trocar impressões com pessoas que passam ou passaram por situações semelhantes. Cumprimentos, Joaquim
  • Há dois anos que também tenho um emprego só de dia mas com horários dispersos que vão das 09h00 às 22h00, podendo ser alterados de um dia para o outro, mas isso não altera as horas de sono assim tanto. De manhã acordo no máximo às 09h00 quando entro mais tarde, mas para deitar tento seguir o mesmo horário para conseguir nuns dias regular os outros em que acabo por dormir menos. O Joaquim deveria abdicar de vez das famosas sestas. Nunca as fiz por saber que mais tarde, na noite, me impedem de adormecer mais rapidamente e isso acabava por me atormentar e ajudar a entrar no certo nervosismo por querer dormir e não conseguir ficar estável por faltar o sono na hora marcada em que quero forçasamente adormecer. Posso estar muito cansado mas de dia não me deixo dormir para não correr o risco de passar horas da noite em branco e entrando num verdadeiro stress.
    Quando falo em expor os temas que o atormentam é mais no sentido de pensar nos mesmos de dia, não deixando que nas últimas horas antes de querer adormecer já esses pensamentos não façam parte do seu dia, tendo sido debatidos mais pela manhã e início de tarde para deixar o cérebro descansar nas últimas horas do dia. Uma boa leitura, uma série leve e talvez cómica para ajudar a uma boa disposição antes de desligar tudo e adormecer.
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