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Inspecção obrigatória para motas

Os detentores de motos andam em protesto nacional devido à nova lei que obrigará motas e futuramente tractores e máquinas industriais a serem inspeccionados como os outros veículos a motor. Esta nova lei não faz sentido? Claro que faz, para mais quando todos andamos na estrada a circular sob rodas. 

A partir de Outubro deste ano, por 12,50€ mais IVA, as motos com cilindradas superiores a 250cc terão de passar pela inspecção obrigatória. A Associação Nacional de Centros de Inspecção Automóvel quer chegar também às motos a partir de 50cc mas por agora só as de nível superior ficarão sujeitas às novas regras. 

Sinceramente não entendo a razão dos proprietários de motos para andarem contra esta lei, mostrando assim uma certa irresponsabilidade. Andam na estrada, colocam em vários casos vidas em perigo porque ninguém está livre disso, e não querem ver os seus veículos a serem alvo de inspecção quando por vezes basta olhar para se perceber que algo não está bem com a mota que passa por nós com velocidade acima do normal. 

Uma lei obrigatória que peca por ser tardia!

9 Comentários

  • Sem imagem de perfil

    Pedro

    21.06.16

    Já tentei argumentar com o "Informador" mas não tive sorte amigo, ele tem uma aversão às motas...ou não consegui tirar a carta de mota ou será algum trauma de infância.
    Concordo plenamente consigo!!! É raro o verdadeiro proprietário de uma mota que não a estima e tem sempre tudo em ordem!
  • Nunca tive a ideia sequer de tirar a carta de mota!
    É também raro o proprietário de mota de alta cilindrada que não ande a velocidades acima do normal e que faça estragos por vezes sem darem por isso.
  • Sem imagem de perfil

    Pedro

    22.06.16

    Lá está você a ser imparcial...sabe que há motas de alta cilindrada sem ser modelos de pista que atinge essas velocidades acima do normal que fala?! Eu tenho uma mota 1300cm3 de cilindrada, uau...alta cilindrada...pesa 400kg e dá no máximo 160 kmh. Eu no máximo ando a 140kmh com ela! Como pode ver tudo tem excepções.

    Agora se vendem de fábrica máquinas que de origem dão 300 kmh o que esperam? que andem a pisar ovos com elas?! O problema parte da origem e do lobby do primeiro vende-se e ganha-se depois vêm as consequências.
  • O comprador é que tem de ver o que está a comprar também! A fábrica devia ter esse cuidado, mas uma vez que esse cuidado até aqui não existia, há que existir a partir de agora, de ambas as partes! Se sei que é ilegal fazer algo, logo fica ao meu critério fazer e ir contra a lei ou não!
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    Alexandre

    25.08.16

    Caro 'O Informador',
    Utilizou o argumento das altas velocidades das motas... Não há também carros que o fazem? O que é que são para si velocidades 'acima do normal'? Acima do limite? ou acima do 'razoável' (que adorava ver quantificado). O 'normal' é relativo. Serei o último a dizer que não há motards inconscientes, mas esse são denominados de motoqueiros.
    'Atacando' o ponto em questão: Inspecções nas motas? Claro que sim, até por uma simples questão de justiça, mas, como sempre, não pode ser preto e branco. Ando de mota há aproximadamente dez anos e, por limitações legais, nunca pude andar numa 'a sério', estando limitado às de 250cc. Como disse, apoio as inspecções, mas se feitas como deve ser, que NÃO SÃO. Quantos carros é que trocaram o filtro de partículas aos 120k km? Menos do que a maioria, pelo custo associado, mas, com um toque aqui e ali, passam a inspecção (basta ver um táxi a arrancar, na verdade). Como disse outro utilizador, não é por um VEÍCULO (carro ou mota, de modo a não instigar o seu preconceito por tudo o que apanha chuva) estar em ordem 1 dia por ano que estará nos outros 364. Não pode atacar os motards por falta de condições técnicas porque, tal como nos carros, existem donos e donos. Parece-me evidente que, quem sabe que o seu VEÍCULO não passa a inspecção por modificações não fazem a dita cuja.
    Para finalizar, há que ter em conta que um carro não é uma mota. Há coisas que num carro são aplicáveis e numa mota não são ou não deveriam ser (qualquer dia não posso andar de viseira fumada, quer ver??). Uma questão sensível é o barulho. A minha mota FAZ barulho. Faz MUITO barulho, e eu assim escolhi e assim a quero. Imagina porquê? Claro que não, nunca andou de mota... Eu passo a explicar: Vai o senhor (a título de exemplo), descontraidamente, no trânsito andar, fumar, ouvir música (a um volume razoável, importante mais à frente), enfim, 'na sua', completamente despreocupado do que está à sua volta, preocupado com não bater no carro da frente. De repente quer mudar de faixa. Como é que sabe onde é que eu, motard, estou, se estou e por onde vou? Infelizmente, o barulho é uma necessidade, pois é a única maneira de uma mota se fazer sentir, sendo o barulho, portanto, uma medida de segurança. Se devia ser? Não, mas isso passaria pelo incremento de civismo e noção de condução (bem... da vida em geral) de (infelizmente) muitos condutores portugueses (apenas tenho experiência em Portugal). Parece-me bastante óbvio, como acima provado, que noções de civismo e condução não evoluem no sentido pretendido. Espero uma resposta, de modo a também melhor perceber o que o incomoda, assumindo-o como representante médio dos automobilistas portugueses.
    Muito boa tarde.
  • As motas que andam por ai a roncar então estão a ajudar os condutores de veículos de quatro rodas a saberem o que por aí vem, certo? Pena não conseguir concordar! A função dos espelhos e do pescoço é então qual nos condutores de carros? Olho para o espelho para ver se posso ultrapassar ou virar em segurança. As motos com sons ruidosos servem simplesmente para satisfazer os seus condutores que adoram de certo modo dar nas vistas quando passam, incomodando os outros.
  • Sem imagem de perfil

    Alexandre

    25.08.16

    " pois é a única maneira de uma mota se fazer sentir, sendo o barulho, portanto, uma medida de segurança. Se devia ser? Não, mas isso passaria pelo incremento de civismo e noção de condução (bem... da vida em geral) de (infelizmente) muitos condutores portugueses (apenas tenho experiência em Portugal)."
  • Essa falta de noção está nos condutores de todos os tipos de veículos. Sinceramente não entendo os barulhos insuportáveis de motas, como não entendo a má condução de quem anda com veículos pequenos, apelidados por «mata velhos».
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