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«O que vou fazer com os miúdos?»

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Na semana passada a greve de determinados departamentos de funcionários públicos no seio escolar levou a que muitos estabelecimentos fossem encerrados durante um ou dois dias. Como é sabido quem faz greve não pode avisar que o irá fazer e consequentemente nas escolas os mais novos têm de ser levados como habitualmente até aos estabelecimentos e aguardar com a decisão da direção escolar. Perante isto e a meio da manhã e numa conversa paralela enquanto tomava o pequeno almoço percebi o que sempre penso, que para muitos pais terem os filhos por perto é um autêntico estorvo. 

Vamos então rever a cena. Na fila da cafetaria duas mães faziam-se acompanhar por três crianças. Comentavam que os tinham ido buscar à escola porque não existiam condições para os pequenos ficarem por falta de auxiliares. Numa mesa e em modo «escutadeira de serviço» estava outra mãe, desempregada de longo prazo, que se meteu na conversa e questionou se aquelas crianças andavam na mesma escola que os seus filhos. Sim, confirmava-se! Os seus dois filhos pertenciam ao mesmo núcleo escolar que os outros, que já estavam com as mães e que iriam ser deixados ao encargo dos avós porque a vida dos pais continua e há que trabalhar. A mãe que deixou o filho na escola completamente despreocupada logo ficou preocupada mas não com o facto de ter de ir até à escola. A preocupação daquela mãe é que iria ter de ficar com o miúdo em casa três dias seguidos sem saber o que lhe fazer. 

O que é isto minha gente? São pai e mãe para as ocasiões mais importantes e depois não querem tomar conta dos filhos mais do que é devido pela sua lógica de paternidade? No pensamento de muitos progenitores, de semana os mais novos têm de estar na escola o tempo máximo conseguido para não chatearem e darem trabalho em casa. Será que ter filhos é acordar de manhã, despachar de forma rápida para os fechar num espaço escolar e só os voltar a recuperar ao final do dia onde chegados a casa tomam banho, jantam e são enviados para a cama sem tempo para os momentos familiares tão importantes?

Ser pai nestas condições? Não, Obrigado! Se não existe tempo, paciência e vontade não os façam para mostrarem que são um fardo nas vossas vidas!

 

3 Comentários

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    P. P.

    31.03.19

    Discordo.
    Os meus progenitores também tiveram de trabalhar, numa época em que poucas mulheres o faziam, e nunca (mas mesmo nunca) tal questão se colocou. E assim foi desde os meus 7.
    Na escola dos nossos dias, os alunos chegam-nos sem regras básicas de educação. Quase sempre, nos 5.ºs anos, tenho de ensiná-los a usar os talheres, bater à porta antes de entrarem, utilizar o sff; entre tantas outras expressões e comportamentos que não deveriam ser incumbência dos professores e auxiliares.
  • Isso já é entrar numa outra questão... E Educação vem dos pais sim mas também acho que educadores e professores têm o dever de ajudar a implementar regras e nos dias que correm mais do que nunca. Os miúdos passam muito tempo na escola hoje em dia e é com quem passam mais tempo que também têm de adquirir certas regras.
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