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Santuário, The Loney

06
Out16

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Autor: Andrew Michael Hurley

Lançamento: Setembro de 2016

Editora: Bertrand

Páginas: 320

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Dois irmãos.

Um, mudo; o outro, o seu protetor.

Todos os anos, a família visita o santuário que fica na desolada faixa de costa conhecida apenas como «Loney», desesperadamente à espera de uma cura.

Durante as longas horas de espera, os rapazes são deixados sozinhos. E não conseguem resistir à passagem que se vislumbra a cada mudança da maré, à velha casa que se ergue ao longe…

Muitos anos mais tarde, Hanny é um homem feito e já não precisa dos cuidados do irmão. Mas depois descobre-se o cadáver de uma criança, morta há muito.

O Loney acaba sempre por dar à costa os seus segredos.

 

Opinião: Santuário, The Loney é daquelas obras que aparenta misturar suspense e terror e que acaba por se desviar por completo logo de início pelo campo da religião, ceticismo e superstição. Criando distúrbios mentais numa das suas personagens, o autor convida o leitor a percorrer um local misterioso e repleto de figuras humanas com comportamentos estranhos e bizarros ao longo de mais de trezentas páginas onde uma casa quase abandonada se torna no centro da ação para um grupo de crentes que ao lado do novo padre marcam uma visita a um local onde a fé existe, mesmo que tudo esteja ao abandono.

Acreditar que com a crença e força dos afetos a cura para os transtornos de um filho acontece, mesmo que se prossiga contra os ideais sociais através de obrigações infundadas e complementação vai levando a história de Santuário, The Loney a desenrolar-se por caminhos com ligeiros toques de terror através de expressões faciais de habitantes locais, mistérios descobertos através de divisões de uma casa, o surgimento de objetos estranhos ao longo da noite e uma casa sem mobília e onde portas se fecham aos visitantes. Nada de muito concreto na verdade, não se podendo assim dizer que esta obra seja um livro que caminha por terrenos sinuosos de terror e quando parece que começam a existir indícios de tais comportamentos, eis que o corte acontece e segue-se em frente no resolver de um mistério que acaba por ser desvendado logo pelas primeiras páginas. 

Simples, ligeiro e com uma escrita coerente, Santuário, The Loney mostra ser um romance com contornos religiosos sem atingir a verdadeira questão dos milagres da igreja, das crenças infundadas e da acreditação de uma ideia sem factos palpáveis. Para um descrente como eu, a corrida pelas falésias desta escura paisagem de um canto de Inglaterra não passa de uma aventura entre dois irmãos que se amam, protegem e escondem os seus desafios e problemas dos adultos que prosseguem atormentados e com ideias que é na religião que tudo tem solução. 

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