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Silêncios confinados

vazio silêncio.jpg

 

21/11/2020, pelas 16h25

 

Esta tarde, de pijama vestido, o que vai contra as minhas regras pessoais de ficar em casa com um aspeto sociável e não com aspeto de quem vou dormir a qualquer momento, estou com a televisão ligada como dama de companhia, o computador também ele em espera que as palavras surjam pelo teclado para um texto que será publicado logo no dia seguinte, com o bulldog deitado aos pés da cama, meio adoentado e a ressonar no seu sono de prazer por poder estar na cama do dono a fazer a sua sesta durante horas. Cá dentro tudo está em modo quase pausado, sem grandes movimentações e também sem qualquer vontade para tal.

Já lá fora o silêncio impera. A janela está aberta, o sol aquele o quarto e se não soubesse que vivo numa das principais ruas da aldeia, por onde até costumam passar pessoas e carros, diria que estava isolado no campo, já que o som é inexistente durante as últimas horas. Nada acontece nas proximidades lá por fora, praticamente como aqui, estando como que parecendo isolado do mundo.

Silêncio total num dia que se fosse normal todos poderíamos aproveitar para um passeio pela natureza ou pelas calçadas de ruelas e avenidas. O sol brilha quente por este fim-de-semana de Outono em que não podemos aproveitar o ar livre, ficando toda uma sociedade suspensa dentro de quatro paredes onde nos sujeitamos a ver cada hora passar para que o dia seguinte inicie como mais um dos muitos que ainda esperamos dentro de um estado de emergência que parece longe de findar para o bem de todos. 

Hoje, Sábado, é um dia de grande pausa, recheado de vazios e silêncios. Sabe bem sim, mas não a longo prazo!

 

21/11/2020, pelas 17h03

17 Comentários

  • Posso parecer estranho e quando digo isto pessoalmente sinto estranheza nas reações, mas não sou assim tão fã de música. Ouço música na rádio enquanto conduzo e pouco mais que isso. Infelizmente não sou grande ouvinte de sucessos e nem estou a par das grandes novidades musicais, a não ser as que passam pela Rádio Comercial de manhã, que são poucas ou na hora de saída do trabalho.
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    Fernanda

    25.11.20

    Que interessante, acho que é a primeira vez que vejo alguém que não aprecia assim muito a música, fico triste que não gostes, como disse, para mim, a música traz-me felicidade à minha alma,, também gosto de ouvir a Rádio Comercial, é uma excelente rádio,
  • Ouço musica e vou a concertos mas não vou ouvinte regular e que segue êxitos e os mais ouvidos mundialmente e afins.
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    Fernanda

    26.11.20

    Nesse caso, posso dizer que sou como tu tirando o facto de que não vou a concertos. Eu, normalmente, coloco uma rádio a tocar e oiço, não compro cds nem nada disso, também não sigo os êxitos, oiço a rádio de que gosto mais e está feito.
  • Só que a minha radio só toca mesmo no carro em viagem. Fora isso bem raro.
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    Fernanda

    27.11.20

    Pois, isso é uma pena, contudo, cada um e cada qual com seus gostos,
  • Em casa o som de fundo é sempre da televisão. Existem muitos que chegam e ligam o rádio, por aqui o pequeno ecrã sempre foi o alvo mais fácil de companhia sonora.
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    Fernanda

    06.12.20

    Entendo perfeitamente, tal como digo, todos nós temos que ter gostos diferentes uns dos outros.
  • Ainda agora e nem de propósito. Estou na secretária, de costas para a televisão mas a mesma está ligada somente porque sim e como companhia mas nem estou com atenção ao que está a passar. Rádio ouvi no carro hoje mas se me perguntares algum tema que passou não o sei.
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    Fernanda

    06.12.20

    Eu, devido à morte da minha querida Sara Carreira, vi dois filmes hoje no canal Cinemundo que deram durante a tarde, fui vendo mas nem prestei muita atenção, foram o "regras para ser feliz" e o "first kill caça ao homem", acho que eram assim os nomes. Depois, como chegou a hora de jantar, coloquei a rádio comercial a tocar e lembro-me de ter passado o tema "wonder" do shawn mendes ou então foi o "golden" do harry styles, não tenho já a certeza disso, por isso, posso dizer que estou praticamente como tu nesse aspecto de não prestar muita atenção nas coisas que vejo e oiço.
  • Existem dias então em que por vezes estou a olhar para a televisão e não estou a ver nada e passam horas, mesmo no trabalho em que o rádio está sempre ligado, que não ouço um tema. Sempre trabalhei com som e chegou a um ponto em que o meu cérebro começou a bloquear aquele barulho de fundo, como se fosse um ruído que dispensava por completo se desse.
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    Fernanda

    07.12.20

    Entendo-te perfeitamente, há pessoas que gostam de trabalhar com algum barulho à volta delas, por isso, é perfeitamente normal.
  • Sempre trabalhei bem e mesmo em termos de concentração com barulho, felizmente.
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    Fernanda

    14.12.20

    Então, graças a Deus que assim é, fico feliz por ti,
  • Acho que até fico melhor se tiver barulho em volta, visto que a solo e em silêncio acabo por me perder em pensamentos e tento distrair-me mais com cada pequeno som que me incomode.
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    Fernanda

    15.12.20

    Eu entendo-te perfeitamente, pois quando eu estudava, também estudava melhor com o som da música assim num tom baixinho, não muito alto, por isso, entendo-te perfeitamente.
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