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O Informador

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Special | Netflix

19
Abr19

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Special, aquela série que mal estreou e foi vista praticamente pelo público que atraiu num só dia. Com uma pequena e rápida temporada de oito episódios de quinze minutos cada, esta produção da Netflix conta a história de um jovem homem gay que sobre de uma leve paralisia cerebral. Interpretado e escrito por Ryan O'Connel, e produzido por Jim Parsons, o famoso Sheldon de A Teoria do Big Bang, Special é daquelas comédias leves, simples, com sentido e rápidas para ser vista numa breve tarde de pausa. 

Ryan O’Connel aqui interpreta Ryan Hayes, numa versão que vai muito ao encontro da realidade do ator, que passou para a série muito do que é na realidade, uma vez que também sofre de paralisia cerebral e sempre lidou com a sua homossexualidade de forma livre. O ator resolveu criar em personagem uma versão melhorada de si e uniu assim numa só série os dois mundos que geralmente são retratados de forma individual, focando somente o lado gay, como acontece em várias séries, ou o lado da doença. Em Special é feito o chamado de dois em um e as coisas correram mesmo bem. 

Com um modo simples, direto e bem disposto de contar a história, Special é aquela comédia emocional que retrata a vida de um rapaz que integra a redação, como estagiário, de uma revista digital, mas esconde a sua paralisia com o facto de ter sofrido um acidente automóvel. Não escondendo em algum momento o facto de ser gay, é a doença que o altera, mas aos poucos e com o convívio e os sonhos pela frente, o seu mundo floresce e as limitações começam a ser ultrapassadas com a ajuda de quem entende Ryan. Mas será que a descoberta sobre o facto de sofrer paralisia cerebral não irá alterar o modo como alguns o olham? Entre ser gay e ser preso de movimentos, esta personagem mostra precisamente o que prevalece perante os olhares alheios de preconceito. 

De episódios curtos mas que contam tudo, os problemas a surgirem e com capacidade de debate, esta série vai para além da capacidade de agir da personagem central, centrando-se também na relação com quem lhe é mais próximo, nas suas conquistas e também na procura sexual com as cenas sobre a primeira vez a serem bem descritas e sem cair no ridículo do abuso ocular e depois toda a descoberta do que tem estado ausente da sua vida em termos corporais e sentimentais. Ao mesmo tempo dos momentos de Ryan, vamos percebendo o lado da sua mãe, que viveu para um filho que agora se quer libertar e ganhar a sua independência, dando também o mesmo poder de liberdade a quem ficou anos a viver para que nada faltasse à sua criação. Uma outra personagem bem defendida é a da colega e companheira de redação de Ryan que vai provando por diversas vezes na temporada que ser gordinho só é um complexo se o mesmo o quiser.

Primeira temporada vista, recomendada e agora é esperar por uns bons meses para que novos episódios apareçam, uma vez que Special além de ter bons temas, estar bem encaminhada, ainda consegue mostrar a conquista de quem é olhado como um doente que precisará sempre de alguém do seu lado. Aqui é o poder da libertação, do sonho, da sensualidade e das vontades a prevalecer numa produção com uma boa capacidade de atração. 

 

8 comentários

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    O Informador 20.04.2019

    Vi bem rápido os oito episódios e gostei. Espero que gostes!
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    Cláudia C Silva 21.04.2019

    Já vi e gostei!
    Mas não gostei do Ryan 🤔
    Acho que ele é "entitled", acha que tudo é sobre ele só porque tem aquele problema, quando não quer que os outros vejam como problema mas ele próprio faz com que tudo gire à volta disso.
    Detestei a atitude dele para com a mãe, desde não a convidar para a festa até ao facto de ter estragado o namoro dela ou mesmo nem saber a idade dela. no episódio final ela disse tudo o que tinha de ser dito, achei muito bem que se impusesse. Ter paralisia cerebral não lhe dá o direito de ser um asshole (o namorado da mãe tinha razão nisso, apesar de ter sido bruto ao dizê-lo) e acaba por ser preconceituoso com ele mesmo.
    Adorei a diretora da revista, má mas sempre a dizer as verdades. Adorei a Kim, claro 😁
    Enfim acho que a personagem principal tem muiiiiito que crescer, amadurecer e sair daquela bolha que acha que lhe dá o direito de tratar mal os outros. E aquela cena do encontro com o surdo? Wtf? A sério? Por vezes quem é vítima de preconceito também é mais preconceituoso em si mesmo! Enfim! Houve mesmo coisas no Ryan que me irritaram e espero mesmo que numa próxima temporada ele evolua!
    Os cenários em si fizeram-me lembrar uma outra série do netflix que acho que ias gostar e recomendo: The Good Place ;)
    Beijinhos e boa Páscoa!
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    O Informador 22.04.2019

    Sim, a personagem enquanto ser humano tem muito para evoluir e acho que esse ponto é essencial mesmo para a continuação para uma segunda temporada que, pelo que li, já está certa. Os pontos que destacaste dos comportamentos do Ryan também reparei em alguns e sim, ele desvaloriza muitos os outros para ter o seu próprio destaque, mas isso acaba por mostrar o quanto a personagem, agora a viver sozinho, tem que aprender.

    Tenho The Good Place na Minha Lista para ver em breve!
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    Cláudia C Silva 22.04.2019

    Aguardemos então a segunda temporada para ver a evolução (espero) do Ryan :D
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    O Informador 22.04.2019

    Agora é esperar um ano talvez, embora algumas séries Netflix já contém com duas temporadas no mesmo ano.
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    Cláudia C Silva 23.04.2019

    Isso é que acho péssimo, ter de se esperar um ano pela próxima temporada
    Para mim é um "turn off" nas séries, passado 1 ano já quase me esqueci que aquela existia... Acho que não é nada boa jogada... A pessoa acaba por perder o entusiasmo e interesse. 1 ano é demasiado tempo.
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    O Informador 24.04.2019

    O que é bom na Netflix é que eles não cumprem um ano de espera como geralmente acontece. Pode ser que nem se espere assim tanto tempo.
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